O ser humano e sua relação cada vez maior com a tecnologia

O ser humano e sua relação cada vez maior com a tecnologia

Apego, convivência, intimidade, familiaridade são termos que explicam o que é um relacionamento. Ele pode ocorrer entre seres da mesma espécie ou não, como o ser humano e sua relação com a tecnologia.

Nos dias de hoje, o relacionamento entre o ser humano e a tecnologia é indispensável. Seja para trabalhar, para estudar, viajar ou qualquer outra atividade, homem e máquina caminham cada vez mais de mãos dadas.

A intimidade entre humanidade e tecnologia

É difícil imaginar que alguém hoje tenha uma vida normal sem conviver com algum tipo de tecnologia. E isso não depende se ela é de ponta, ou mesmo aquela que tenha um caráter mais analógico.

A tecnologia está cada vez mais íntima do homem, uma verdadeira companhia ao longo do dia. A tecnologia é o seu primeiro contato ao amanhecer, e sua parceira até o fim da noite, antes de dormir. Mais que isso, a tecnologia transformou a intimidade do homem. A relação do homem com a tecnologia vai de um recôndito particular a uma página aberta e exposta, disponível nas redes sociais.

Definitivamente o ser humano tem um apego muito fiel às ferramentas digitais, sejam elas quais forem:

  • Celulares
  • Computadores
  • Inteligência Artificial
  • Máquinas autônomas
  • Robôs

A tecnologia tem se tornado tão presente em nossas vidas, que ela já faz parte da família. Muita gente passa dias sem falar com um membro da família, mas não deixa de acessar a internet. Em muitos casos, somos mais familiarizados com a tecnologia e seus recursos, que com um parente, vizinho ou colega de trabalho. 

E isso tem se tornado cada vez mais comum. Afinal de contas, é na internet que você pode trabalhar, ler notícias em portais, ou assistir a filmes e séries em plataformas de streaming. Ou seja, grande parte da sua vida é dedicada à internet e à tecnologia.

Afinal de contas: o que é tecnologia?

Muita gente acredita que a tecnologia se restringe a aparelhos digitais e máquinas autônomas. Computadores, tablets, smartphones, smartwatches, robôs, e outras coisas são, de fato, representantes da tecnologia. Qualquer aparelho eletrônico como esses, que não existia há pouco mais de duas ou três décadas, é considerado uma tecnologia.

Essa sensação ocorre por conta da aceleração no desenvolvimento de novas tecnologias e dispositivos. Outro fator é a expansão da Quarta Revolução Industrial e tudo o que ela proporciona em termos de emprego, profissões e qualidade de vida.

Os avanços têm ocorrido rapidamente, e em espaços de tempo cada vez mais reduzidos. Sendo assim, temos a impressão de que tudo o que foi criado antes dos anos 2000 já é obsoleto e perdeu a utilidade.

O programador e cientista da computação, Alan Kay faz um resumo sobre o que é tecnologia. Para ele, “tecnologia é tudo aquilo que não existia quando você nasceu”. A frase é perfeita para expandir nossa compreensão sobre o que é tecnologia, e sobre como o homem se relaciona com ela.

Para alguém que triturava nozes, amendoim e outras sementes no pilão, a invenção do liquidificador é pura tecnologia. Pergunte aos contemporâneos de Gutenberg se a criação da prensa para publicação de escritos não é uma revolucionária tecnologia.

Tecnologia é tudo aquilo que facilita a vida do homem, mesmo que seja realizada por meios analógicos. Agora, é bem verdade que quanto mais o tempo passa, e mais a tecnologia evolui, maior é a dependência do homem pelo digital. Neste sentido, cada vez menos faz sentido o uso de qualquer produto ou serviço que não seja tecnológico. O ser humano está sempre em busca de objetos que tenham como base tecnológica recursos digitais ou virtuais.

Na minha época não era assim

Quem nunca ouviu, falou ou publicou nas redes sociais alguma frase que censura a tecnologia? Utilizamos a censura especialmente quando tratamos da sua relação com crianças, adolescentes e jovens. Essas palavras defendem que o uso da tecnologia por parte dos mais novos é prejudicial. Defendemos, ainda, que as crianças deveriam sair de frente da máquina para ter uma vida mais social. Vemos e ouvimos por aí:

  • “As crianças de hoje só ficam atrás dessa tela de computador”; 
  • “Meu filho não sai do celular e do joguinho”; 
  • “Na minha época não era assim. A gente não se apegava à tecnologia, brincava lá fora e éramos muito mais saudáveis”.

Não raramente elas são expostas justamente nas redes sociais, que nada mais são que plataformas tecnológicas. As redes sociais servem para entretenimento, diversão e interação entre os usuários. De maneira cômica, as pessoas que criticam a tecnologia o fazem justamente usando a própria tecnologia para isso. 

Bem, acredito que, no final das contas, nós não tenhamos nada contra a tecnologia. Porventura, seja apenas saudosismo mesmo, de uma época que não volta mais.
Talvez não tenha nada a ver com “na minha época era melhor”, e nada contra o uso da tecnologia em si. Mas, com aspectos emocionais, dos quais todos nós, uma hora ou outra, sentimos saudade e profunda nostalgia.

Publicado por Ibraim Gustavo

Ibraim Gustavo: Jornalista, pós-graduado em Marketing e MBA em Comunicação e Mídia. Possui formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). Empreendedor, sócio-fundador e COO da Freestory.

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