Economia da distância e seus frutos: telemedicina, EaD, home office

Economia da distância e seus frutos telemedicina, EaD, home office

É muito provável que antes de 2020 você nunca tenha ouvido falar em economia da distância.

A pandemia que forçou o distanciamento social entre as pessoas no mundo inteiro fez surgir uma nova modalidade: a economia da distância.

O que é economia da distância?

Praticamente da noite para o dia a vida de todos nós deu uma reviravolta, e quando percebemos, não podíamos mais sair pela porta.

Nossos locais de trabalho foram substituídos pela sala de casa, o terno e a gravata deram lugar à meia e ao chinelo.

As lives tomaram conta das redes sociais, especialmente no período noturno. Produtos e serviços sendo vendidos de toda parte do planeta.

A economia da distância estava mostrando seus primeiros sinais, quando ainda nem sabíamos do que se tratava o assunto. 

Não éramos acostumados a viver isoladamente, sem passear em shoppings centers, e impossibilitados de viajar.

Passamos meses distantes da academia, longe dos parques, das praças e até das ruas. 

Precisamos aprender a encontrar – e muitas vezes criar – soluções para nos entreter, para trabalhar, para estudar, e muita coisa mudou.

O ecommerce e serviços de streaming já faziam parte do nosso dia-a-dia, mas não com a mesma intensidade.

Comércios de rua, escolas, consultórios e escritórios também entravam na lista dos locais que frequentemente visitávamos até à pandemia.

A crise nos forçou a empreender de maneiras diferentes das que conhecíamos até então, dando lugar à economia da distância. 

Nossa sociedade passava horas na rua, e enchia as sacolas de produtos que comprava nas infinitas viagens de fins-de-semana.

E aí, quase de repente, nos vimos obrigados a nos adaptar e reaprender muita coisa. 

Os setores que viveram a economia da distância

Muitos setores da economia quase entraram em colapso, e precisaram ser transformados imediatamente.

Entre eles:

Não foi fácil para absolutamente nenhum profissional mas, com a economia da distância, conseguimos superar.

As aulas não podiam parar, e apesar de muita gente passar meses dizendo que o ano letivo estava perdido.

Uma nova legislação permitiu que milhões de crianças e jovens passassem a estudar em casa, o que atenuou os efeitos da crise educacional.

Apesar disso, crianças, adolescentes e jovens foram furtados do convívio social das escolas.

Consultas médicas de rotina foram desestimuladas, e profissionais da saúde recomendaram que apenas casos graves fossem levados a hospitais.

Profissionais como dentistas, médicos, psicólogos e psiquiatras suspenderam a agenda e também foram colocados à prova. 

Mas os atendimentos, as avaliações clínicas, o contato com os pacientes e o trabalho desses profissionais autônomos não podia parar. 

Os conselhos de classe foram acionados e possibilitaram o atendimento de seus profissionais cadastrados em plataformas online.

Músicos, cantores, atores e demais profissionais do mercado da arte e cultura também precisaram investir no mundo virtual.

Assim, as lives nas redes sociais ganharam um expressivo aumento, sendo utilizadas por diversos profissionais, inclusive artistas.

Esse fato beneficiou artistas, que tiveram a Lei Aldir Blanc como fonte de renda, permitindo que o cachê seja pago a esses profissionais que se apresentam à distância.

Adaptação a essas novas modalidades

São essas novidades, além dos já tradicionais serviços de lojas virtuais e streaming, que estimularam a economia da distância.

Ela foi a grande responsável por manter aquecida a economia em diversos setores, e não ter havido um colapso total para milhões de trabalhadores, no Brasil e no mundo.

Aqueles que não conseguiram se adaptar a essa nova rotina, talvez ainda estejam imaginando que o mundo voltará ao normal.

Mas pesquisas apontam que uma enorme parcela de consumidores pretende manter esses hábitos mesmo com a plena retomada das atividades comerciais.

A economia da distância é uma realidade e movimentou milhões de reais para empresas privadas.

Além disso, uma enorme soma em dinheiro foi economizado pelos cofres públicos durante o período de maior distanciamento social.

Chegou com a pandemia mas não pretende ir embora com ela quando o surto de coronavírus acabar.

Mesmo com o controle de disseminação e com a chegada de vacinas para a proteção da população, a economia da distância já é definitiva.

Publicado por Ibraim Gustavo

Ibraim Gustavo: Jornalista, pós-graduado em Marketing e MBA em Comunicação e Mídia. Possui formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). Empreendedor, sócio-fundador e COO da Freestory.

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