Empreendedorismo feminino: desafios e oportunidades de empoderamento

Empreendedorismo feminino desafios e oportunidades de empoderamento

Inteligência, coragem, flexibilidade, adaptação e resiliência. Competências tão necessárias para empreender atualmente, especialmente quando tratamos de empreendedorismo feminino.

Como dizemos há algum tempo, empreender exige tantas qualidades e habilidades de quem se arrisca nessa modalidade de emprego ou profissão, como acreditar firmemente num sonho e num projeto que muita gente diz que não vale a pena o esforço.

Somado a isso, estamos inseridos em uma sociedade que mantém resquícios antigos de machismo, e que dificultam ou impedem a inserção de mulheres no mercado de trabalho, ou mesmo que desenvolvam o empreendedorismo feminino.

As dificuldades em números 

Homens e mulheres têm enorme dificuldade para iniciar um projeto e empreender, mas o segundo grupo tem desvantagens extras quando o assunto é mercado de trabalho.

Segundo o IBGE, das 97 milhões de mulheres brasileiras, apenas 36% têm uma ocupação remunerada e, mesmo assim, elas ganham em média 27% menos que os homens. Situações assim dificultam ainda mais o empreendedorismo feminino.

Dados do governo federal apontam que na segunda década do século 21, 3 em cada 4 lares brasileiros são chefiados por mulheres, o que agrava a possibilidade de as mulheres concorrerem com igualdade no mercado de trabalho e no ambiente de negócios.

Além de ganhar menos ocupando a mesma função e realizando a mesma tarefa de um homem, a dupla jornada com o cuidado e educação dos filhos e com a família ainda é um impedimento para que o empreendedorismo feminino avance no Brasil.

Ainda assim, de acordo com o Global Entrepreneurship Monitor, 50% dos empreendedores que estão na fase inicial são mulheres, tendo o impressionante número de 16 milhões de mulheres no mercado empreendedor atualmente.

Ambiente de negócios mais inovador e inclusivo

Um ambiente dominado por homens ao longo de décadas, o setor empresarial está passando por profundos processos de transformação, e recebendo importantes colaborações da inteligência feminina para a execução de tarefas de forma diversa.

Mentes diferentes pensam e agem de forma diferente, e têm respostas diversas para cada situação. Quanto maior a diversidade dentro da sua empresa, mais plural ela será, e melhor poderá se comunicar com os vários públicos que ela atende.

Exemplos de empreendedorismo feminino de sucesso

O empreendedorismo feminino não é feito apenas por mulheres e para mulheres, mas apoiado e praticado por todos aqueles que trabalham incansavelmente para reduzir as desigualdades sociais, já nos negócios.

É impossível lutar pela equidade e justiça na sociedade se não nos empenharmos em nossas empresas, lojas e comércio para que essa igualdade aconteça. 

São os exemplos de Luiza Helena Trajano, fundadora e líder do grupo varejista Magazine Luiza, e a mulher mais rica do Brasil e oitava mais rica do mundo, segundo a revista Forbes.

Juliana Azevedo, presidente da P&G no Brasil, empresa que tem a expressiva marca de 40% do quadro de colaboradores formado pelo público feminino, e 50% dos cargos de chefia para cima ocupados por mulheres.

Na lista ainda estão Camila Farani (Shark Tank Brasil), premiada duas vezes (2016 e 2018) como Melhor Investidora-Anjo no Startup Awards; Anielle Guedes, da Urban 3D, startup focada no uso da tecnologia para a construção civil, território dominado por homens.

No rol, Gabriela Almeida e Raíssa Próspero, sócios da Bolsa 150, e-commerce voltado ao público feminino que já faturou mais de um milhão de reais; e a psicóloga Mariane Menegatti, sócia-fundadora e CEO da Freestory, a primeira plataforma do Brasil de histórias infantis em áudio e 100% autorais.

O ambiente empresarial e o mercado profissional precisam se inspirar cada vez mais no empreendedorismo feminino, e entender a forma de trabalho e liderança que diversas mulheres implementaram para levar suas empresas a alcançarem o topo do sucesso.

Publicado por Ibraim Gustavo

Ibraim Gustavo: Jornalista, pós-graduado em Marketing e MBA em Comunicação e Mídia. Possui formação em Profissões do Futuro (O Futuro das Coisas) e no Programa de Capacitação da Nova Economia (Startse). Empreendedor, sócio-fundador e COO da Freestory.

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